domingo, 22 de julho de 2012

Sinto um arrepio a descer pelo meu corpo, sinto um calor a subir pelo meu corpo. Ainda hoje sinto a tua mão no meu rosto, o tocar nos teus lábios nos meus, o teu sorriso a invadir o meu, o teu olhar a penetrar tal pensamento, as tuas palavras que acalmavam sempre o meu ser. E aqui estou eu a escrever palavras que provavelmente nem irás ver, que provavelmente nunca as irás sentir, mas sabes eu sinto cada palavra, cada sentimento, cada negação, cada humilhação, cada dor à oito meses. Para muitos é pouco, mas para mim? É uma imensidão que nem te dás conta. Deixei para trás o meu sorriso, deixei para trás a minha felicidade, deixei para trás toda aquela fantasia que criei do teu lado. Arruinaste a minha vida, destruíste o meu sonho, feriste cada palavra, arranhaste cada lágrima, tiraste tudo aquilo que eu tinha. Ainda hoje derramo lágrimas só de ver fotos tuas, ainda hoje sofro por tudo o que aconteceu, ainda hoje me arrependo de ter deixado tal situação acontecer, ainda hoje olho o espelho e vejo o teu reflexo, ainda hoje te amo como te amava no primeiro dia em que me pediste em namoro e disseste que eu era a mulher da tua vida, no dia em que inventamos os nomes para os nossos filhos, no dia em que sussurras-te ao meu ouvido que eu era a tua princesa e que ninguém iria mudar isso. Não passaram de mentiras? Não passaram de palavras não sentidas? Talvez, mas hoje tu já nem te lembras do meu nome, do meu sorriso e eu continuo aqui a chorar e a sofrer por alguém que simplesmente não merece. 


desta vez eu vou partir, mas sem ti.

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